Livro ::: Saga Vol.1. de Brian K. Vaughan

Okay. Vamos falar sobre uma graphic novel que em cerca de 140 páginas consegue uma densidade e maturidade invejáveis a muitos romances.

saga

Saga – Vol. 1 – é o primeiro de cinco volumes publicados até à data que retratam um universo futurista e espacial onde as raças do planeta Landfall e do seu satélite lunar Wreath têm vindo a arrastar vários planetas para uma guerra infindável. Neste cenário, é-nos apresentado o casal; Alana, uma Landfallian, conhecidos pelas suas asas pequenas e Marko, um Wreathiano, humanóide com cornos que fazem lembrar o tronco de um minotauro, durante o parto da sua recém-nascida Hazel.

Claro está que estes “Romeu e Julieta” vão deparar-se com um sem número de problemas por viverem um amor quase que proibido e, ainda para mais, por terem cruzado, através da filha Hazel, duas raças tão antitéticas. É com esta premissa que acompanhamos a fuga do casal ao longo deste primeiro volume.

Os desenhos e as descrições culturais das personagens são fantásticos. Em poucas páginas, absorvemos uma densidade narrativa fortíssima e, curiosamente, muito humana. Os sentimentos e ligações afectivas são muito humanóides mas não provocam estranheza, nem nos retiram de contexto durante a leitura. Mas o traço, a escolha e combinações de várias cores, conferem uma energia específica a cada personagem. E esse cuidado no desenho e cor contribuí para o enriquecimento narrativo.

Esta não é uma graphic novel para crianças. Descreve situações e histórias difíceis, umas até bem terríveis, e consegue afirmar-se plena de maturidade, apesar de se desenrolar numa universo de ficção especulativa. Houve momentos na leitura em que quase esquecia que estava no domínio da fantasia. Há humanidade nas personagens, mas o q.b. para nos fazer apaixonar pelo feitio. Mal posso esperar para ler o segundo volume!

 

 

#NaNoWriMo

É verdade. O objectivo de escrever 50.000 palavras no mês de Novembro não foi cumprido.

Devo ter escrito à volta de 6000. Pouco mais de um décimo da meta. Certo que me escudei vários dias no sofrimento do pós-operatório, mas tive o resto do mês para por a escrita em prática.

Chego à conclusão que preciso do tempo certo, para a coisa certa. Tenho escrito todos os dias, mas sobre temas diferentes. Ideias, posts aqui no blog, críticas a séries, livros e bd’s. Nalguns dias, abro o projecto do livro e escrevinho mais algumas palavras. A ideia não morreu, vai é com um ritmo diferente.

Ida à BDMania!

Hoje fui à Baixa-Chiado beber um café com um amigo e aproveitei e passei na BD Mania. Perdi a cabeça e comprei duas graphic novels: Saga, Vol 1 (que já queria comprar há algum tempo) e Suiciders do Lee Bermejo.

Já tinha na minha wishlist da Amazon o primeiro volume da série Saga. Foi publicado em 2012 e, em Setembro deste ano, foi publicado o quinto volume da série. Li boas críticas e algures na internet encontrei-o listado como uma das melhores graphic novels de 2015. Quando vi as primeiras páginas (ainda na opção de preview da Amazon) fiquei imediatamente interessado: o estilo fez-me lembrar o Y: The Last Man, uma série que acompanhei em parte há alguns anos e gostei bastante. Não foi coincidência pois vim a descobrir que fora escrita pelo mesmo autor: Brian K. Vaughan.

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Li o primeiro volume em pouco mais de uma hora. A narrativa é super cativante, num mundo futurista; uma das críticas que li falava numa mistura entre Star Wars e Game Of Thrones. Acho que não tem nada a ver em termos narrativos, mas o meandro de personagens é igualmente diverso e interessante. Fiquei agarradíssimo à história e estou já salivar pelos próximos quatro volumes entretanto publicados! Algures durante a semana deixo aqui uma review à BD.

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A outra obra que comprei, e desta vez o primeiro volume (compilação das seis primeiras histórias até agora publicadas) da série Suiciders do Lee Bremejo. Um ilustrador/designer meu amigo, e com quem por vezes partilho a cantina de almoço, recomendou-me a obra deste senhor e apenas sugeriu que o “googlasse”. Fiquei siderado com a arte do ilustrador e super interessado nas suas intervenções em distintos universos narrativos: desde Watchmen, a séries sobre personagens bem conhecidas como Joker e Lex Luthor. Já li algumas páginas, estou apaixonado pela arte final e pelo mundo distópico aonde decorre a narrativa, e assim que o ler deixo aqui a minha crítica!