Ficção Científica

Sempre tive uma predilecção por histórias fantásticas e de ficção científica, aonde a conjugação entre imaginação e conhecimento histórico-científico se podiam unir sem qualquer tipo de limites.

As minhas narrativas preferidas envolvem sempre personagens que são, de alguma forma, heróis. Ou através de super-poderes e exacerbação de capacidades já existentes, ou através de um carisma poucas vezes visto. Personagens internamente complexas, mas com uma simplicidade maniqueísta que raramente encontramos nos nossos dias.

Hoje resolvi fazer uma pesquisa rápida sobre o tema e ver que plataformas abordam o assunto. Ignorando as ligações que remetiam para a compra de livros e depois de alguns cliques em websites obsoletos ou inexistentes, deparei-me com a Simetria – Associação Portuguesa de Ficção Científica e Fantástico. Achei piada ao design agressivo e aos conteúdos dinâmicos, mas achei que o nicho da ficção científica em Portugal estava muito mal representado. Atenção, não teço esta crítica de uma forma negativa; pelo contrário, a mera existência da Simetria é um importante e valioso exercício para a divulgação do género. Contudo, em Portugal, precisamos de uma plataforma mais informativa, apelativa e participativa.

A ficção científica é um género independente de formato; pode ser representado através de um livro, banda-desenhada, filme, série, etc. Qualquer suporte narrativo serve para veicular ficção científica. E eu sou fã de quase todos, embora nos últimos anos tenha vindo a afastar-me da banda-desenhada.

Obviamente não me proponha a arrancar com um projecto de divulgação de ficção científica, gostava de partilhar algumas coisas interessantes desse universo. Fica a promessa para futuros posts!

Alguns benefícios de uma prática nem sempre regular de mindfulness.

brain

Chegou com a força da máquina do marketing e começou a conquistar muitos adeptos, independentemente da sua origem ou classe. A atenção plena, vulgo, mindfulness, é um conceito já milenar. Todos reconhecemos a palavra meditação. Há alguns anos, na minha mente, meditar não passava mais do que um estado de concentração apenas alcançável por veneráveis mestres asiáticos e alguns caucasianos aprendizes hippies. Mas para quem acompanha o blog, a meditação veio a tornar-se uma parte muito importante da minha vida. Apesar de ter passado por algumas fases de intermitência, acabei por conseguir ir meditando e aprofundando o meu conhecimento sobre o assunto. Mais do que isso, com o passar dos meses, notei algumas diferenças significativas:

  • Maior concentração no trabalho; mais focada e duradoura.
  • Melhor gestão das emoções; consciência do seu surgimento e consequências.
  • Menos stress; uma melhoria da calma interior e da relativização dos problemas.

Isto prova que a meditação é uma prática cujos benefícios engrandecem proporcionalmente à frequência da prática meditativa. Com os meses a passar, a meditação quando é mais constante permite-nos ter mais calma no pensamento, nas emoções e na sua gestão. Não estou aqui a dizer que com isto me tornei num eminente sábio; pelo contrário, com humildade, afirmo que as mudanças são pequenas e lentas. Mas o que me interessa é que são mudanças.

Reportagem sobre “como os algoritmos do Facebook e Google afectam o nossos pontos de vista políticos.”

Recomendo este artigo da  no Huff Post. Ainda no seguimento do meu último post sobre a necessidade de desligar.

Clique aqui para o ler no site do Huff.

Também é bom desligar

Sempre gostei de tecnologia.

Sou um adepto de gadgets, softwares, apps. Estou bastante ligado à rede; às vezes até demais.

Às vezes penso que até tenho desculpa. Trabalho com computadores o dia inteiro. A pós-produção áudio é exigente nos conhecimentos técnicos de som e, em alguns casos, informáticos. E, há já uma década, tirei um curso profissional de gestão de sistemas informáticos.

Tenho tentado evitar os lados mais nocivos da constante ligação.

Nunca fui muito de consultar os e-mails a toda a hora; mas nos últimos três anos, passei a consultar o telemóvel milhares de vezes para consultar actualizações no Facebook e no Twitter. E mais tarde, no Instagram.

Sou muito crítico no que diz respeito à “existência virtual” das pessoas na rede. Criamos perfis das nossas identidades sujeitos à nossa objectividade: a noção de queremos ser bem vistos está implícita no cuidado com as actualizações, tweets, nas fotografias, posts e comentários. Até os nossos likes são condicionados, seja de forma consciente ou não, pelos limites que impomos à nossa exposição. Ou seja, somos bombardeados por projecções de pessoas, muitas vezes completamente embriagadas pela fantasia – mas isto é outra conversa.

Para não falar do aglomerado de informação que milhões de utilizadores oferecem de mão beijada a estas empresas. Através das nossas preferências, hábitos, textos – aliadas à localização por GPS – permitem criar autênticos perfis de consumidores; não duvidem, o Facebook é actualmente o maior estudo de consumidores e consumo. E continuamente activo,

Por esta razões, tenho estado bastante ausente do Facebook. Do Instagram, fartei-me rapidamente. Tenho feito um desmame para, eventualmente, encerrar as minhas contas. Se sinto que este tipo de redes sociais é uma faca de dois gumes, não devo compactuar, certo?

É importante respirar.

É importante respirar.

Há dias em que tudo parece querer testar a nossa paciência – muitas vezes escassa.

Os dias de trabalho conseguem ser longos. Podem até passar rápido, mas aquela sensação de cansaço e frustração que nos pesa no corpo, tira o apetite ou vontade de fazer qualquer outra coisa teima em querer adormecer connosco.

Respirar é importante.

Parar. Sentir que o dia tem um fim; que temos para onde regressar. Seja em casa, num café com um amigo, uma esplanada cheia de sol. Não deixar a nossa mente vaguear entre um passado inalterável e um futuro impossível de ver. Dar importância; dar atenção.

Estar-se em atenção plena (mindful) é um estado; pode ser meditativo, pode ser de simples contemplação. Mas vivemos distraídos. Passe a redundância, somos inconscientes do nosso piloto-automático; mais, somos reféns. Lembra-se das sensações do percurso matinal para o trabalho? De como reagiu às suas tarefas diárias?

Regra geral, não saboreamos o momento presente. Estamos a lavar a loiça a pensar na roupa que vamos estender a seguir. A enviar um e-mail enquanto preparamos os próximos ficheiros. Este multitasking trás consequências; aos poucos, vamos perdendo poder de concentração. E vamos perdendo atenção e seguimos quase sempre em modo automático. Rotinas e repetições que nos vão cansando.

É importante respirar.