Meditação #1

Zazen
Zazen

aqui falei de meditação.

Tem sido uma jornada muito interessante. Deixei-me de esoterismos e pré-conceitos e quis entender melhor essa prática milenar. Já aqui disse que tentei enveredar nestes meandros há já algum tempo, mas senti um forte bloqueio. Emocional. Físico. Por tantas outras razões, não consegui sentar-me cinco minutos e simplesmente respirar. Esta definição, apesar de simplista, resume o conceito de mindfulness (ou atenção plena, consciência plena).

 a mental state achieved by focusing one’s awareness on the present moment, while calmly acknowledging and accepting one’s feelings, thoughts, and bodily sensations, used as a therapeutic technique.

Esta foi a definição que me fez ter o clique e compreender melhor o propósito da meditação. De certa forma, deu-lhe uma concepção mais científica, credível. Tudo o que uma mente céptica precisava. Pesquisei estudos sobre mindfulness, e encontrei artigos de Harvard e de psicologia e psicoterapia. Informação sobre mindfulness está à mão de semear na internet.

Acabei por chegar ao budismo zen. Derivação do budismo que se fixou mais em certas zonas da China e no Japão, entre muitas outras tradições e rituais, a meditação zazen é, de acordo com a tradição budista zen, um dos caminhos para a iluminação. Para a consciência plena. Para o conhecimento de Buda. Temos que aceitar estar a falar de conceitos que não são passíveis de ser verbalizados. E entender que o caminho budista da verdadeira felicidade é não mais que um estado de consciência plena, de domínio na mente e aceitação que somos todos unos com o universo. Para lá se chegar, a meditação é um dos caminhos.

Não medito para ser um buda. Ou um sábio espiritual. Medito pelas questões mais práticas. Pela saúde mental que ganho – e sinto todos os dias. Pela calma inerente. Pelo prazer de estar a sós comigo mesmo, todos os dias, por um bocado. E para viver o presente.
Criei o hábito da meditação no período da manhã, após acordar. Vou à casa de banho, lavo a cara e sento-me de pernas cruzadas e olhos fechados entre 10 a 20 minutos. E foco-me nas minhas inspirações e expirações. E sinto-me mais calmo e relaxado. Não combato os pensamentos – se bem que há dias em que parece uma tarefa hercúlea. Aceito-os e tento vê-los passar, como quando afastamos um balão do nosso caminho. Com isto, acabo por esvaziar a minha mente. Livre de pensamentos, julgamentos e opiniões. Às vezes breves segundos. Outras, alguns minutos. Sabem-me pela vida. No início custou-me mais. Sempre fui muito desconcentrado. Depois foi facilitando. Nem todos os dias corre bem; às vezes o frio é insuportável e não me deixa concentrar. Mas vale a pena a criação do hábito para aqueles dias em que saímos de casa tão relaxados que nem o transito lisboeta nos afecta.
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